Twitter: 140 caracteres nas eleições municipais de 2008
Escrito por Gabriel de Azevedo em November 12, 2008 – 8:50 pm -Imagine um blog. Agora imagine um blog pequenininho. Um micro blog para ser preciso, que permite ao usuário posts de no máximo 140 caracteres. Daí, some à mistura, o caráter de uma rede social, que possibilita que seus usuários sigam e sejam seguidos entre si, acompanhando tudo o que se posta. Acrescente a tudo isso, ainda, a possibilidade de participar por mensagem instantânea, e-mail ou celular. Isso tudo é o Twitter, uma rede social e plataforma para microblogging que existe desde março de 2006. Confira aqui e aqui.
Nas eleições de 2006, Brasil, o Twitter já existia, mas pouquíssimos brasileiros conheciam e utilizavam esse serviço de microblogging como modo de se informar sobre o pleito. Em 2008, diferentemente, o eleitor já pôde contar com o Twitter.
Seguindo o guru das eleições na internet em 2008, Barack Obama, que criou um perfil no Twitter, Gabeira, candidato a Prefeito do Rio de Janeiro, também resolveu emitir doses diárias de 140 caracteres.
Explicar o sucesso de fenômenos que ocorrem na internet demanda a consideração de inúmeras variáveis. Talvez, uma das razões do sucesso do Twitter é justamente a simplicidade do processo. O usuário pia e os demais ouvem. Gabeira, por exemplo, piava de tudo: eventos de campanha, coisas novas no site, resultados de pesquisa, clipping dos principais jornais ou outras coisas que queria indicar para os seus eleitores.
Como no Brasil, esse tipo de ferramenta ainda encontra uma limitação geográfica, dado que a internet ainda não atingiu a população como um todo, ela serve de pedras lançadas n’água, uma vez que os pios do Twitter atingem militantes que desejam participar mais ativamente da campanha.
Já em BH, o Twitter fez parte da campanha contra o candidato Leonardo Quintão, através do perfil Anti-Quintão e Pense bem BH. Em ambos, eram veiculados textos de tempo em tempo com material contrário a candidatura do PMDBista.
O portal ClicRBS que abriga o site do Jornal Zero Hora, contou com uma página exclusiva para a corrida eleitoral em todo o Brasil, enquanto o site Eleições Ceará investiu na cobertura do que aconteceu nas campanhas de Fortaleza e outros municípios do estado.
Se fossem seguir a risca o que dizia a Resolução 22.718 do TSE, os candidatos não poderiam possuir um perfil no Twitter. Todavia, assim como o youtube, o Orkut e outras ferramentas digitais, o Twitter passou…
Bem, o Twitter é mais uma forma criativa e inovadora de se fazer a campanha eleitoral na web 2.0, pois além da interatividade, permite um índice considerável de atualizações e mensuração de quantas pessoas estão ligadas na campanha por aquele canal.
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