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Entrevista com Bertha Maakaroun parte 3
Written by Adilson Silvestre on November 16, 2008 – 6:09 pm -Tags: Blog, campanha, internet
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O Presidente 2.0
Written by Laura Baptista on November 6, 2008 – 10:00 pm -No dia 4 de novembro, assim que as últimas pesquisas comprovaram a vitória de Barack Obama nas eleições, começou uma espera pelas primeiras palavras do novo presidente eleito dos Estados Unidos. Milhares de pessoas aguardavam no Grant Park, em Chicago, além dos milhões que assistiam pela TV no mundo todo. Mas as primeiras palavras do Presidente Barack Obama foram enviadas pela internet. O seguinte email foi enviado a todos os cadastrados e colaboradores da campanha:
Amigo(a),
Eu estou a prestes a ir para o Grant Park para conversar com todos que lá estão reunidos, mas eu queria escrever para você antes.
Nós acabamos de fazer história,
E eu não quero que você esqueça como nós fizemos.
Você fez história a cada dia durante essa campanha – todos os dias que você bateu nas portas, fez doações, ou falou com a sua família, amigos, e vizinhos sobre o porquê de acreditar que é a hora para a mudança.
Eu quero agradecer todos vocês que deram o seu tempo, talento, e paixão por esta campanha.
Nós temos muito trabalho a fazer para colocar nosso país de volta nos trilhos, e eu entrarei em contato em breve sobre o que está por vir.
Mas eu quero ser bem claro sobre uma coisa…
Tudo isso aconteceu por causa de você.
Obrigado,
Barack
Para ver o email em inglês, clique aqui.
Nada mais natural para um candidato que mudou a forma como a internet é utilizada em campanhas políticas. A mudança foi tanta que o The Huffington Post declarou que a grande vencedora das eleições de 2008 foi a internet.
Além dos próprios sites de candidatos existiu uma mobilização de pessoas fora da campanha oficial, em sites de apoio das mais diversas temáticas: Design for Obama, 30 razões para votar em Obama, e até formas de se escrever change.
Carlos Merigo, do Brainstorm9, fez um balanço da campanha política eleitoral na internet, nos Estados Unidos e no Brasil:
Em 2000 e 2004, a internet já despontava como organismo essencial de uma disputa eleitoral, mas nada comparado com ao que aconteceu agora, em 2008. Sendo mais específico, ao que a campanha épica do candidato Barack Obama foi capaz de fazer no ambiente online e nas novas mídias em geral, ao mesmo tempo que influenciou permanentemente a linha que divide online e offline e atingiu a cultura pop.
E mais do que simplesmente anunciar, foi uma campanha que reescreveu as regras de como atingir os eleitores, arrecadar dinheiro, organizar voluntários, monitorar e moldar a opinião pública, além de lidar com ataques políticos, muitos deles feitos por blogs que nem existiam há quatro anos atrás.
Como diz matéria no NY Times, tratou-se de iniciativas guiadas pela tecnologia, focadas no microtarget, tão engajadoras que foram capazes de envolver americanos, que nem nunca tinham votado antes, no processo eleitoral, em especial o público jovem-adulto. O que no fim das contas vai significar um recorde de comparecimento às urnas.
É óbvio que a televisão e os jornais continuam desempenhando papel importante na escolha de um presidente, mas não como antes. Se transformou em uma via altamente influenciada pela internet, ao invés do contrário. E quando Obama veiculou um comercial de 30 minutos nas três maiores emissoras de TV americanas, o fez com dinheiro arrecadado na web.
Quando se fala em 120 mil seguidores no Twitter, um grupo no Facebook com 2.3 milhões de membros e 11 milhões de views em um vídeo no YouTube, os números parecem baixos se comparados ao alcance de uma mídia de massa, mas formam uma comunidade de pessoas que fazem diferença, que são altamente multiplicadoras e influenciadoras.
Essa comunicação feita de pessoa pra pessoa construiu uma gigantesca plataforma de conteúdo que independeu da vontade de grandes grupos de mídia. Mais do que isso, provou o poder da integração, da mensagem pulverizada nos mais diferentes meios.
Por outro lado, a televisão e os jornais aprenderam grandes lições com as possibilidades da internet, produzindo conteúdo exclusivo, aproveitando o que é gerado pelas pessoas e desenvolvendo ferramentas, mapas interativos, widgets eleitorais, etc.
Alguns exemplos: mapas da CNN, Yahoo, CQ, New York Times, Washington Post. Projeto Video Your Vote do YouTube. Twitter Vote Report. Twitter Election. Google 2008 U.S. Election.
São ferramentas que permitem analisar, compartilhar, agregar, categorizar, dissecar tudo quanto é tipo de informação sobre as eleições, que além de informar estimulam a participação do usuário. Aplicativos que não eram possíveis nas eleições passadas, e hoje são parte integrante das mídias sociais.
Enquanto isso, no Brasil, sofremos do contrário. Candidatos e veículos não podem utilizar a internet para construir uma campanha e engajar eleitores, demonstrando a falta de conhecimento do meio pelos órgãos da lei. Sobre o assunto, recomendo assistir os dois blocos do Braincast TV sobre marketing político, com os convidados Marcelo Tas e Soninha Francine: Parte 1 | Parte 2.
Para ver o post completo, clique aqui: Barack Obama: O presidente que mudou mais que uma eleição.
O New York Times, antes mesmo das eleições acabarem, fez uma reportagem chamada Campaigns in a 2.0 World – Campanhas em um Mundo 2.0 – em que apontou as mudanças tecnológicas que colaboraram para a transformação das campanhas político eleitorais, além das próprias alterações na forma de se acompanhar a política. Novas tecnologias estão sempre surgindo, então quem sabe como será a campanha em 4 anos? Podemos já estar vivendo as Campanhas em um Mundo 3.0.
Tags: Blog, campanha, Eleições Americanas, internet, política, site, web 2.0
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Direto do Observatório: a campanha on-line exponencial de Kassab
Written by Bruno César on September 22, 2008 – 10:18 pm -Gilberto Kassab é candidato a prefeito para a cidade de São Paulo. Ao visitar seu site, www.kassab25.com.br, encontrei um novo exemplo de utilização exponencial da web 2.0 em uma campanha político eleitoral. Mas, antes de ir para as ferramentas que de fato interessam aqui, vale a pena ressaltar que há também uma ampla utilização dos recursos não interativos. Há um conteúdo extenso em seções como “Campanha”, na qual pode-se encontrar, por exemplo, além do perfil do candidato e as informações mais comuns, comparações entre o candidato e a Marta Suplicy, uma completa seção “Notícias” na qual se encontram clippings sobre o que sai na mídia sobre o candidato e uma área exclusiva para a imprensa, e a seção “Realizações” onde há conteúdo para todas as áreas que são discutidas nas eleições: saúde, educação, trânsito etc.
A interatividade começa já na parte de “Campanha” que apresenta a possibilidade de download de inúmeros recursos on-line, além de, até mesmo, a chance de a pessoa colocar seu endereço no site e receber em casa o material impresso, pelo correio. O conteúdo dessa área do site é um dos mais ricos que encontrei até agora nesse tempo de observação. Além dos já conhecidos wallpapers, ringtones, etc, é possível encontrar até banners para sites e blogs. Pode-se, ainda, enviar um e-mail para um amigo com as propostas da campanha. E há uma rede social, isso mesmo - uma rede social como o orkut - dentro do próprio site. Mas é assunto para o fim desse post. No site, há a presença de um amplo canal audiovisual, com inúmeros arquivos de vídeos, fotos e programas de rádio do candidato. Em tal canal, estão disponíveis todos os programas da campanha e um conteúdo extra com depoimentos de apoiadores, eleitores e muito mais.
O objetivo de envolver o internauta com a campanha de Kassab fica mais evidente a cada parte do site. Há sempre a possibilidade de deixar um recado aqui ou ali, fazer um download ou uma indicação para um amigo. Tudo isso evidencia a existência de uma grande equipe de campanha, voltada o tempo inteiro exclusivamente para cuidar do site e de suas ferramentas. Além de tudo que já foi falado aqui, o blog do candidato, o qual é atualizado várias vezes ao dia e conta com a participação por meio de comentários de muitos internautas, também é uma evidência disso.
A Rede K 25 representa um recurso que eu não nunca vi em qualquer estratégia comercial de propaganda e muito menos nas eleições municipais brasileiras de 2008. É literalmente uma espécie de Orkut. Você entra no site, faz o seu cadastro com alguns dados pessoais, e pronto: tem acesso a um universo de interação totalmente dedicado à campanha eleitoral de Gilberto Kassab. Trata-se de uma rede social com recursos de vídeos, fóruns, comunidades, fotos e eventos. Lá dentro, é possível interagir com pessoas com interesses em comum e mostrar de todas as formas imagináveis o apoio ao candidato como, por exemplo, entrar em um grupo de corintianos que votam 25. Poderíamos falar muito mais da Rede K 25, fica aqui o endereço para quem quiser conhecer mais desse interessante recurso da web 2.0.
Um exemplo como esse nos faz perceber que a forma com que é feita a campanha eleitoral está mudando sim, e em sua essência. Enquanto antes o eleitor era simplesmente um elemento passivo durante toda a campanha, agora já há a criação de um espaço de discussão. Em minha opinião, o Brasil ainda está apenas engatinhando nesse processo. O exemplo de Kassab é realmente muito bom para a nossa pesquisa. Mas mostra que há ainda muito a se evoluir. Nesse caso específico, o conteúdo e as possibilidades são tantas que facilmente uma pessoa se perde. É muito fácil prestar mais atenção em todas as figuras e no material do próprio candidato do que no que as outras pessoas estão dizendo por lá.
Tags: Blog, campanha, eleitoral, exemplo, kassab, política, site, web 2.0
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