Governo 2.0

Written by Laura Baptista on November 12, 2008 – 8:54 pm -

Depois de uma campanha com grande apelo na internet, Barack Obama mostrou que seu governo também irá aproveitar os recursos da rede.

Ele lançou o site change.gov, um espaço para abordar o período de transição de governo, em que as pessoas podem mandar idéias e até se candidatar para cargos. O Fantástico fez uma reportagem sobre o site, em que fala sobre o uso da internet pelo candidato e a imagem de Obama:

O governo Obama já começou: na internet. O portal se chama “escritório do presidente eleito”, e o endereço change.gov.

Quem entra, é convidado a participar. “Conte sua historia, divida conosco suas preocupações e esperanças. Idéias e sugestões serão aproveitadas”.

Além do novo portal, a equipe de Obama ocupa cada vez mais espaço nas redes sociais da internet. Além de dezenas de vídeos no You Tube, no portal Flickr há fotos intimas da família Obama nos bastidores da festa da vitória do dia 4, em Chicago. O presidente eleito aparece descontraído com a mulher Michelle e as filhas Malia e Sasha.

Ao fazer isto, Obama controla como sua imagem é vista - sem intermediação da imprensa - e, ao mesmo tempo, dá a sensação de fazer parte da vida de cada um.

O novo governo quer usar a internet para promover uma participação inédita da população no processo de mudança do país.

Obama recebeu o voto de dois terços dos jovens e quer criar para eles um novo programa de serviço comunitário, a exemplo do que o presidente John Kennedy lançou nos anos 60. Em troca de servir à nação, o jovem receberá ajuda para pagar a universidade.

A nova geração que ajudou a eleger o novo presidente já é chamada de “Geração O”, de Obama.
Eles cresceram usando a internet e as novas tecnologias como ferramentas para resolver problemas.

Nada para eles parece impossível. “Sim, nós podemos” é o lema.

A matéria pode ser lida na integra aqui: Governo de Obama já começou na internet.

O fato de Obama ter um site para tratar da transição de seu governo, em que as pessoas podem mandar sugestões e participar do processo, só comprova a idéia de que o futuro presidente irá buscar interação com a população em sua administração.

Mais informações podem ser lidas no site do jornal Folha de São Paulo e no brainstorm9. Além do vídeo da reportagem do Fantástico:

Assim como os jovens foram incentivados pelo presidente eleito a participar da campanha presidencial americana por meio da web, Barack Obama quer que os americanos enviem sugestões para sua gestão.


Tags: , , , , ,
Postado em Eleições Americanas | 1 Comentário »

Obama lança aplicativo para iPhone

Written by Laura Baptista on October 4, 2008 – 11:11 am -

Notícia postada por Carlos Merigo, no Brainstorm9. Link direto aqui.

Não vou me repetir e falar como a campanha de Barack Obama, candidato democrata a presidência norte-americana, é um marco do marketing político e do relacionamento com mídias sociais.

Mas vale citar o aplicativo para iPhone desenvolvido para quem é eleitor de Obama e deseja dar apoio a sua candidatura. Traz conteúdo multimídia integrado com o site, notícias, agenda, notificações, etc.

Veja a análise completa do Mashable!. É uma campanha política estendendo seus braços por onde nem poderíamos imaginar.

O link direto para download no iTunes é esse.


Tags: , , ,
Postado em Notícias | 3 Comentários »

Interatividade reduzida: político é sabonete?

Written by Cristiano Lopes on September 21, 2008 – 12:31 pm -

A utilização da internet como plataforma extra de exposição da imagem do candidato e como canal de comunicação direto entre esse e seus eleitores é fato, apontado por inúmeros exemplos vistos nessa campanha eleitoral de 2008. Mas será que os políticos estão explorando toda a interatividade oferecida?
Como pode ser visto neste blog, uma característica presente na maioria dos sites de candidatos pesquisados é a instituição do canal “Fale Conosco”, a fim de promover um contato direto com os eleitores/internautas. Porém, esse canal não favorece o debate e nem explora a interatividade de forma eficaz. A comunicação acontece de “um” (eleitor) para “um” (candidato), e/ou vice-versa, e não de “muitos” para “muitos”. Sem contar que há uma defasagem entre o tempo de envio da pergunta e de sua resposta que não se submete a nenhum padrão temporal. É um contato direto com o candidato que não favorece o debate de idéias entre eleitores que poderiam, por exemplo, estar discutindo o programa de governo do candidato a prefeito em sua própria página.

Pelo contrário, o contato entre o candidato e seus eleitores se torna “frio”, permitindo uma comparação ao contato oferecido por uma empresa, que vende um determinado produto, aos seus consumidores. Poderíamos, nesse contexto, pensar da seguinte forma: o candidato é pensado com um produto e o eleitor, seu potencial consumidor. E em uma estratégia de lançamento, o candidato fica exposto para que seus consumidores, insatisfeitos, possam sugerir melhorias para tal produto. Este consumidor então deve entrar em contato através do canal “Fale Conosco” da empresa (que poderia representar o comitê de campanha política) e dirigir sua opinião a mesma. Estaríamos regredindo aos tempos em que o marketing político considerava o político como um sabonete?

Canal “Fale Conosco” do candidato Leonardo Quintão (à esquerda) e da operadora Vivo (à direita)

Ângela lima, candidata a vereadora de Nova Lima, também oferece o mesmo canal de comunicação, assim como Leonardo Quintão e outros candidatos. Porém, em seu site interessa-nos outro exemplo de não aproveitamento das ferramentas disponibilizadas pela internet: a sessão galeria de fotos. No site em questão ele não é devidamente utilizado, e cria-se uma falsa expectativa para o internauta ao mesmo tempo em que evidencia um descuido quanto à utilização dessa interatividade extra. Esse espaço teria por objetivo oferecer aos eleitores a chance de acompanhar a agenda de campanha dos candidatos, comprovando os compromissos dos mesmos aos eventos políticos.

Por último, encontramos outro flagrante da falta de familiaridade com os recursos oferecidos pela web 2.0. No site de Solange Amaral, candidata a prefeita do Rio de Janeiro, é adotado o uso do blog, uma ferramenta que facilita o diálogo através de sua sessão de comentários, mas sua interatividade é desperdiçada, como pode ser visto mais adiante. Um leitor comenta uma matéria publicada fazendo um elogio à candidata no dia 21 de agosto. Porém, a réplica de Solange Amaral aparece 5 dias depois. Percebe-se que o político e sua assessoria não aproveitam a oportunidade para continuar um diálogo com o mesmo, ou de apresentar novas idéias frente ao elogio recebido. A comunicação se encerra como se fosse um e-mail dirigido a candidata que ela responde ao leitor.

Por outro lado, alguns políticos estão atentos para as possibilidades que a internet oferece, da relevância de alguns instrumentos como forma de promover o debate e a interatividade. Eduardo Paes, outro candidato a prefeitura do Rio de Janeiro, disponibiliza em seu site um canal de bate-papo com seus eleitores via chat. É uma ferramenta que se apresenta como alternativa complementar aos debates corpo-a-corpo e utiliza o meio virtual como um novo canal de comunicação entre o eleitor e o candidato, se diferenciando do tradicional canal “Fale Conosco”.

Solange Amaral, candidata já citada anteriormente, agora nos oferece um exemplo assertivo quanto a utilização da internet nas campanhas políticas. Para aqueles que se simpatizam pelas propostas da candidata e querem participar da campanha de forma a divulgar e contribuir para a eleição da mesma é oferecido uma espécie de manual eletrônico. O eleitor/internauta sabe passo a passo como proceder em diversos meios eletrônicos, maximizando o que cada ferramenta possibilita ao seu usuário e potencializando seu poder de comunicação.

Talvez o despreparo seja reflexo do rápido crescimento da utilização da internet pelos políticos nessas campanhas eleitorais, influenciado pelo seu uso nas campanhas presidenciais americanas e por conta das alterações nas leis da propaganda eleitoral, como diz Francisco Neves, diretor de serviços e tecnologia do registro.br. É certo que há uma falta de familiaridade com as ferramentas disponibilizadas pelo meio. Poderíamos comparar a seguinte situação: uma criança que não sabe andar de bicicleta decide começar pela bicicleta sem rodinha. O resultado pode ser desastroso, mesmo que ainda se possa percorrer alguns metros com poucas pedaladas. Vale a pena arriscar?


Tags: , , , , , , ,
Postado em Blog, Interatividade, Produção de Campanha | 1 Comentário »